VW terá nova plataforma para híbridos nacionais; veja o que sabemos da MQB37
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28/01/2026
A Volkswagen confirmou que seu primeiro modelo híbrido sairá da sua fábrica de São Bernardo do Campo (SP), com uma nova geração de algum de seus modelos já sobre a plataforma MQB37, uma larga evolução da MQB-A0 que hoje está em T-Cross, Nivus, Polo e Virtus. Essa eletrificação da marca passa por híbrido-leve, híbrido pleno e até plug-in com o passar dos anos.
Com isso, não ficará para a nova picape compacta esta missão, já que sua produção já foi confirmada para São José dos Pinhais (PR), o que coloca a dúvida sobre um novo Nivus eletrificado, mesmo que com um sistema MHEV, o 1.0 turbo 200 TSI. É o modelo que roda em protótipos mais avançados até então carregando mudanças para justificar esse anúncio da marca.
O que é a MQB37?
Em um projeto focado nos mercados emergentes, a plataforma MQB37 é uma evolução da MQB A0 que resolverá alguns problemas que a atual base possui, como a limitação de dimensões para apenas carros compactos, desafios de eletrificação mais complexa e até mesmo a adoção de sistemas de conectividade e segurança mais modernos.
Não é a MQB Evo, mas trará dela diversas soluções para esta modernização. Segundo a VW, a eletrificação passará pelo híbrido-leve e o híbrido-pleno, que é esperada com a tecnologia que a marca apresentou no T-Roc na Europa e já está em modelos Audi em alguns países, instalados principalmente no motor 1.5 turbo, evolução do 1.4 turbo, por aqui com a capacidade de usar gasolina e etanol e manter características, como a desativação de cilindros e ciclo de combustão mais eficiente com foco na eletrificação.
A Volkswagen investirá R$ 20 bilhões na América Latina até 2028 (sendo R$ 16 bi no Brasil), o que contempla diversos modelos, como a nova geração de Nivus e T-Cross, estes já na nova plataforma e híbridos - a marca adquiriu uma linha de crédito de R$ 2,3 bilhões com o BNDES para o desenvolvimento de tecnologias no Brasil, prometendo que todos os projetos locais a partir de 2026 já terão ao menos uma versão eletrificada.
Como ficará a linha de SUVs da VW? E a picape?
Com o anúncio sobre o primeiro híbrido flex da VW sair de São Bernardo do Campo (SP) já mostra que a nova picape do Paraná não será o primeiro produto eletrificado da marca - diferente do que era esperado, a picape deve adotar a base ainda do atual T-Cross, até por questão de preço, com 1.4 turbo, deixando e eletrificação para o futuro, segundo a Autoesporte. Para a picape, o investimento é de R$ 3 bilhões em São José dos Pinhais (PR) e sua apresentação pode acontecer em 2026, com vendas em 2027.
Isso pois a picape substituirá a Saveiro e para brigar com Fiat Toro e Chevrolet Montana, foi pensada também em custo/preço, além da velocidade que a marca quer para entrar neste segmento quente enquanto ele ainda está em alta. Apesar dos testes em um Tiguan como mula, deve compartilhar bastante com o T-Cross atual.
Para São Bernardo do Campo (SP), Nivus e T-Cross já estão se preparando. Segundo o site Autosegredos, o projeto Saga dará origem aos dois SUVs, que cresceram ao ponto do novo T-Cross ter dimensões para substituir o Taos, hoje importado do México. Estes sim usarão a base MQB37 e motorização híbrida-flex em níveis MHEV e HEV com o 1.0 turbo e 1.5 turbo, dependendo da versão. Mas isso acontecerá apenas a partir de 2027, primeiro com o Nivus e depois com o T-Cross.
O Nivus roda como mula de teste dos dois SUVs, já com bitola mais larga na dianteira e traseira, e elementos de design mais próximos do definitivo, muito inspirado no Tera, como a grade e até mesmo faróis. Em 2026, veremos mais novidades sobre esses próximos passos da VW.
Fonte: https://motor1.uol.com.br/news/781878/plataforma-vw-mqb37-evolucao-brasil/