VW T-Cross chega a 600 mil unidades produzidas antes de virar híbrido no Brasil
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19/03/2026
A Volkswagen anunciou que o T‑Cross atingiu o marco de 600 mil unidades produzidas no Brasil. O SUV compacto é fabricado na planta da marca em São José dos Pinhais (PR), unidade que também produz o sedã Volkswagen Virtus.
Produzido no país desde 2019, o modelo se consolidou como o SUV mais vendido do Brasil por três anos consecutivos (2023, 2024 e 2025), tornando-se peça-chave para a liderança da marca no segmento.
O desempenho do T-Cross segue forte no mercado brasileiro. Somente em 2025 foram vendidas 92.842 unidades do SUV no país. Já em 2026, 13.651 unidades foram emplacadas até 10 de março, mantendo o modelo na liderança entre os utilitários esportivos.
O SUV também tem papel importante na performance da linha de SUVs da marca. Considerando modelos como T-Cross, Taos, Tera, Volkswagen Nivus, Volkswagen Nivus GTS e Tiguan, a fabricante já comercializou 37.479 SUVs em 2026 (até 10 de março).
Além do sucesso no mercado brasileiro, o T-Cross também tem forte presença internacional. Desde o início da produção, 118.692 unidades já foram exportadas para 33 países da América Latina e da África. Entre os destinos estão mercados como Argentina, Chile, Colômbia, México, África do Sul e Egito.
Em 2025, foram embarcadas 17.816 unidades, número que colocou o SUV como o quarto modelo mais exportado da Volkswagen do Brasil, atrás apenas de Volkswagen Polo, Tera e Volkswagen Saveiro.
Na fila da eletrificação
Desde o lançamento do novo Volkswagen T-Roc na Europa no ano passado que a futuro das novas gerações de Nivus e T-Cross começou a se desenhar. Um sistema híbrido leve de 48V é a chave para o que está por vir para os dois SUVs nacionais da marca.
A Volkswagen já anunciou investimentos na ordem de R$ 16 bilhões no Brasil até 2028 e dentro desse aporte estão o desenvolvimento das novas gerações de T-cross e Nivus, além da futura picape Tukan para brigar com a Fiat Toro.
O investimento também prevê uma atualização permitirá avanços em sistemas de condução, dimensões e eletrificação em níveis mais amplos. Inicialmente, a marca deve trabalhar com o eTSI, que agrega um sistema híbrido leve ao novo motor 1.5 turbo, já confirmado para produção em São Carlos (SP).
A base para este novo trio da VW é a MQBEvo, evolução da MQB-A1, arquitetura hoje em produção no Taos que apareceu no flagra, e superior a MQB-A0, de T-Cross e Nivus. A própria VW já tinha anunciado uma nova base no Brasil, a MQBHybrid, que deve aproveitar muito da MQBEvo, mas não será surpreendente se acabar com alguma simplificação por custos.
No Brasil, o sistema eletrificado sem necessidade de recarga externa é melhor aceito. Como não é segredo que o 1.5 turbo será feito em São Carlos (SP), o conjunto híbrido entra no jogo para as novas gerações de T-Cross e Nivus, assim como um sistema híbrido-leve de 48 volts como opção mais acessível.
Fonte: https://motor1.uol.com.br/news/790025/vw-tcross-marco-hibrido-brasil/