Volkswagen Tukan é confirmada como primeiro híbrido flex nacional da marca
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05/03/2026
A Volkswagen Tukan, sucessora da Saveiro, será o primeiro carro híbrido flex nacional da marca alemã, conforme Autoesporte já havia anunciado no ano passado. O movimento faz parte do ciclo de investimentos de R$ 20 bilhões da empresa na América do Sul até 2028, que também vai levar a eletrificação para vários outros modelos nos próximos anos.
Isso significa que a picape intermediária será o primeiro produto a usar o motor 1.5 TSI Evo2 com sistema híbrido leve de 48 Volts, inicialmente importado do México. São 150 cv de potência e 25,5 kgfm de torque, com câmbio automatizado DSG de dupla embreagem e sete marchas. Vale ressaltar que o motor será flex.
A Tukan terá início da produção no final desse ano e vai oferecer versões de cabine dupla e cabine simples, que serão voltadas para o trabalho, como revelamos em um especial sobre o projeto Udara — nome utilizado antes da oficialização do Tukan.
As versões de entrada com cabine simples devem ter motorização 200 TSI, 1.0 turbo flex de três cilindros, com até 128 cv, enquanto as intermediárias usarão o 250 TSI (1.4 turbo flex de quatro cilindros) de iguais 150 cv e 25,5 kgfm, porém operando em ciclo Otto, sem eletrificação e com câmbio automático de seis marchas. Já as topo de linha usarão esse 1.5 TSI Evo2.
Visualmente, a caminhonete seguirá linhas parecidas com as do próprio Tera, mas com um visual mais robusto para brigar ao mesmo tempo com a Strada nas versões de entrada e com a Toro nas mais caras. Por isso, medirá cerca de 4,75 metros de comprimento, 2,80 m de entre-eixos, menos de 1,80 m de largura e 1,70 m de altura.
A escolha da fábrica de São José dos Pinhais (PR) tem relação com a produção do T-Cross, com quem a picape compartilhará toda a estrutura dianteira da carroceria monobloco, a partir da plataforma MQB A0. Da ponta do para-choque frontal até o fim das portas laterais dianteiras, todo o underbody, as chapas estruturais de aço, as colunas A e B, o para-brisa, motorização, suspensão, freios e cubos de roda dianteiros usados pela picape virão do SUV compacto. De acordo com a Volkswagen do Brasil, a picape já nascerá com 76% de peças nacionais.
Da coluna B para trás, tudo será inédito para casar com o projeto de uma picape intermediária cabine dupla com motor turbo flex híbrido leve e tração dianteira. A suspensão traseira por eixo rígido com molas semielípticas foi inspirada tal qual a Fiat Strada, a fim de aumentar a robustez e a capacidade de carga do modelo.
Investimentos
Segundo a Volkswagen, "a partir de 2026, todo novo modelo Volkswagen desenvolvido e fabricado na América do Sul terá versões eletrificadas". A fabricante também confirmou a chegada da plataforma MQB 37 ou MQB Evo, antecipada por Autoesporte desde março de 2025 e confirmada com exclusividade pelo CEO Global da marca à nossa reportagem em setembro, com produção do primeiro modelo híbrido pleno (HEV) flex na fábrica de São Bernardo do Campo (SP).
Isso não significa que os modelos atualmente em linha da fabricante serão imediatamente eletrificados. Polo, Virtus, Tera, Nivus, T-Cross e Amarok já produzidos no Brasil e na Argentina, respectivamente continuarão com versões normalmente a combustão. Ao mesmo tempo, produtos importados podem ser lançados apenas com motorizações não eletrificadas. O movimento começa justamente a partir da Tukan.
Na sequência, virá o projeto A-SUV ou T-Cross de nova geração, o responsável pela estreia do conjunto híbrido pela especificação híbrida plena desse mesmo motor, com baterias de alta tensão e 170 cv. Este projeto foi descoberto em primeira mão por Autoesporte em março deste ano e também terá versões híbridas leves.
Na sequência, virá o projeto A-SUV ou T-Cross de nova geração, o responsável pela estreia do conjunto híbrido pela especificação híbrida plena desse mesmo motor, com baterias de alta tensão e 170 cv. Este projeto foi descoberto em primeira mão por Autoesporte em março deste ano e também terá versões híbridas leves.
Também em 2027 chega a segunda geração da Amarok argentina, baseada na picape média chinesa Maxus Terron 9, com uma inédita motorização híbrida a diesel. Em 2028, chegará outro produto derivado da plataforma MQB 37, o projeto Saga ou Nivus de nova geração, também com produção no ABC paulista e motorização híbrida leve.
Ainda de acordo com a Volkswagen, o portfólio da marca passará a ter híbridos de todos os tipos: leves (MHEV), plenos (HEV) e plug-in (PHEV). Nossa reportagem pode afirmar que não há previsão de produção local de modelos do tipo plug-in, com recarga externa, o que significa que a tecnologia deve chegar em produtos como a própria Amarok de segunda geração ou importados como a nova geração do Tiguan, prevista para 2026 e já testada por Autoesporte.