Volkswagen Golf e T-Roc estreiam híbrido que dará origem aos SUVs brasileiros

Volkswagen Golf e T-Roc estreiam híbrido que dará origem aos SUVs brasileiros

A Volkswagen deu início na Alemanha à pré-venda dos novos Golf e T-Roc com o inédito sistema híbrido pleno (HEV) da marca. A tecnologia interessa diretamente ao mercado brasileiro porque a mesma já está em fase de testes no País e equipará a próxima geração de SUVs nacionais da fabricante, prevista para estrear em 2027 por aqui já com motorização flex. 

O conjunto foi desenvolvido em parceria com a Schaeffler e chega posicionado entre os híbridos leves de 48V e os híbridos plug-in (PHEV). Na prática, trata-se de um sistema HEV autorrecarregável, sem necessidade de tomada. Ele é capaz de rodar em modo elétrico em baixas velocidades e combina motores a combustão e elétrico em situações de maior demanda.

A estreia europeia acontece justamente nos dois modelos mais importantes da atual linha MQB de segunda geração. O VW Golf recebe o novo conjunto na versão R-Line, enquanto o T-Roc passa a oferecê-lo na configuração Style.


Como funciona o novo híbrido da Volkswagen

A base do sistema é o motor 1.5 TSI evo2, evolução do atual 1.4 turbo usado no Brasil em modelos como T-Cross, Nivus, Virtus e Taos. O propulsor trabalha com ciclo Miller, taxa de compressão de 12,5:1 e turbo de geometria variável (VTG), combinação que elevou a eficiência térmica para 39,2%, segundo dados divulgados pela montadora.

A parte elétrica utiliza dois motores e uma bateria de íons de lítio de 1,6 kWh instalada sob o assoalho traseiro. Um dos motores atua principalmente como gerador de energia, enquanto o outro é responsável pela tração em velocidades reduzidas.

O gerenciamento eletrônico alterna automaticamente entre três modos de condução. Em manobras e no trânsito urbano, o veículo roda apenas com energia elétrica. Em carga intermediária, o motor 1.5 funciona exclusivamente para gerar eletricidade e alimentar o sistema. Já acima de cerca de 60 km/h, o conjunto passa a operar em modo combinado, somando a força do motor TSI e do elétrico para movimentar as rodas.

DSG no lugar do e-CVT

O sistema também se diferencia dos híbridos tradicionais por integrar os motores elétricos à transmissão DSG de dupla embreagem da marca. Em vez de utilizar engrenagens planetárias do tipo e-CVT, como ocorre nos modelos da Toyota, a Volkswagen preserva as trocas físicas de marcha.



Na prática, a proposta é oferecer uma condução mais próxima à de um carro a combustão convencional, com a vantagem do torque imediato do motor elétrico nas arrancadas e a sensação de escalonamento das marchas conforme a velocidade aumenta.

A configuração de lançamento entrega 170 cv de potência combinada e 31,5 kgfm de torque, suficientes para levar o Volkswagen Golf de 0 a 100 km/h em 7,5 segundos. Uma versão de 136 cv será adicionada posteriormente à linha europeia.


T-Roc roda sem camuflagem no Brasil

Embora a estreia ocorra primeiro na Europa, protótipos do Volkswagen T-Roc com a nova motorização híbrida já foram flagrados em testes no Brasil rodando sem qualquer tipo de camuflagem. O SUV tem sido utilizado como mula de desenvolvimento do futuro sistema híbrido flex nacional.

A tropicalização utilizará o motor 1.5 TSI flex que será produzido na fábrica de São Carlos (SP). A tecnologia vai estrear nos futuros SUVs desenvolvidos sobre a nova arquitetura MQB37, evolução da atual MQB-A0 preparada para diferentes níveis de eletrificação.

O primeiro modelo dessa nova base sairá da planta da Anchieta, em São Bernardo do Campo, e faz parte do chamado Projeto Saga, responsável pelas próximas gerações de T-CrossNivus. As informações indicam que os dois SUVs crescerão em dimensões e poderão ocupar uma faixa mais próxima da do atual Volkswagen Taos.

Híbrido pleno ficará nos SUVs maiores

A estratégia da Volkswagen prevê dois níveis de eletrificação para o mercado brasileiro. Os modelos compactos produzidos no País, como PoloTera, receberão sistemas híbridos leves de 48V. Já o novo híbrido pleno, mais sofisticado e caro, ficará inicialmente restrito aos derivados do Projeto Saga.

A expectativa é que os futuros SUVs convivam por algum tempo com os atuais T-Cross e Nivus, que deverão passar por atualizações para incorporar ao menos a tecnologia MHEV. Com isso, a VW prepara uma ofensiva de eletrificação mais ampla para o Brasil, começando pelos híbridos leves e avançando para os híbridos plenos flex nos modelos de maior valor agregado a partir de 2027.



Fonte: https://motor1.uol.com.br/news/802683/volkswagen-hibrido-hev-flex-brasil/

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