Projeto Saga, Amarok, ID.4 e mais: a ofensiva de lançamentos da VW contra chineses
Eventos
13/07/2026
O Grupo Volkswagen vive um momento díficil em sua terra natal, a Europa. Por lá, fala-se no fechamento de fábricas históricas, encerramento de modelos considerados pouco rentáveis e no encerramento de até 100 mil postos de trabalho, o dobro do previsto anteriormente.
De qualquer forma, a alemã não fará apenas cortes em sua carne, mas já tem planos para também voltar a ter atratividade e poder competir em pé de igualdade no mundo dos híbridos e elétricos com a nova concorrência chinesa. E, para isso, prepara uma ofensiva de modelos que chega ainda em 2026. Abaixo, reunimos alguns dos mais importantes deles.
ID.Polo
A nova grande aposta da Volkswagen no segmento atende pelo nome de ID.Polo, nova geração movida 100% a baterias do hatch compacto da marca.
Ele não mata a versão a combustão - fabricada hoje só no Brasil e na África do Sul - mas, com o passar do tempo, deve ganhar cada vez mais seu espaço, principalmente no Velho Continente. Ele é feito na nova base MEB+ com tração dianteira, que também estará no ID.Cross, o equivalente elétrico do T-Cross.
O modelo se posiciona no portfólio como um clássico compacto com carroceria hatchback, medindo cerca de 4,05 metros de comprimento total. Mesmo compacto, oferece um volume de carga considerável de 441 a 1.243 litros com o banco traseiro rebatido, graças aos módulos elétricos mais compactos.
Com o ID.Polo, retornam também os botões físicos para a maioria dos comandos essenciais, como funções do ar-condicionado ou volume da central multimídia. A mudança já se estendeu para o ID.3 Neo e estará em todos os futuros Volkswagen.
Os clientes podem escolher entre diferentes níveis de potência. O modelo de entrada desenvolve 85 kW (116 cv) e extrai energia de uma bateria de fosfato de ferro-lítio de 37 kWh, o que é suficiente para uma autonomia de cerca de 329 quilômetros pelo ciclo WLTP. Para exigências maiores, há uma variante com bateria de níquel-manganês-cobalto de 52 kWh, que permite um alcance máximo de até 455 quilômetros.
Há até uma variante esportiva, que mantém a clássica sigla GTI - mesmo que seu sentido original, Gran Turismo Injection, já não faça tanto sentido em um carro 100% elétrico - e é o Polo de rua mais potente já feito.
Ele possui um motor instalado no eixo dianteiro com potência de 166 kW (226 cv), acelerando o compacto elétrico de zero a 100 km/h em menos de sete segundos. O conjunto é acoplado ainda a uma bateria maior de 52 kWh. Segundo a VW, a pré-venda deve começar no outono europeu.
Ainda não sabemos se a Volkswagen tem planos de trazê-lo ao país, visto que viria importado da Europa e com taxas de importação. No segmento de compactos, essas limitações tarifárias fazem toda a diferença.
Seguindo a filosofia de dar mais identidade - e personalidade - aos seus elétricos, o best-seller da alemã entre os elétricos mudará tanto que ganhará até novo nome. É o caso do ID.4, modelo que ganhará um novo lote importado para o Brasil ainda em 2026, mas desta vez vendido oficialmente nas lojas.
Já na Europa, como roda sem grandes modificações - no visual, ao menos - desde 2020, chegou a hora de uma renovação de meio de ciclo. Ela virá na forma do ID.Tiguan, ainda que seja um facelift extenso do carro vendido há cerca de seis anos. O design abandona o estilo totalmente arredondado por linhas mais retas e quadradas, adotando uma dianteira próxima visualmente do ID.Polo e maçanetas físicas tradicionais no lugar das antigas embutidas.
Ele mudará tanto que a base também será modificada, passando a contar com a MEB+ com tecnologia Cell-to-Pack para as células de bateria. O arranjo melhora a taxa de recarga rápida para até 175 kW e eleva a autonomia para mais de 500 quilômetros. Por dentro, ele receberá acabamento mais refinado e botões físicos.
Já para o segmento de SUVs compactos, o atacante da marca virá na forma do ID.Cross. Como o nome pode sugerir, é a versão elétrica do T-Cross, e pouco tem em comum com o carro vendido hoje ao redor do mundo.
Maior, mais tecnológico e só elétrico, ele faria até mais sentido que o ID.Polo por aqui, mas deverá servir apenas de inspiração visual para um dos SUVs do Projeto Saga, previstos para serem lançados por aqui até o fim da década.
Por enquanto, o SUV só foi exibido como conceito, mas a versão final não mudará muito, principalmente no porte. No comprimento, tem 4.161 mm, enquanto o entre-eixos está na casa dos 2.601 mm. Já na mecânica, usa os mesmos conjuntos do irmão hatch e os mesmos conjuntos de baterias de 37 kWh e 52 kWh. A apresentação oficial ocorre em meados de julho de 2026.
Híbridos: T-Roc e Golf adiantam novidades do Projeto Saga
Para além dos elétricos, a Volkswagen sabe que a estratégia de se tornar uma marca 100% movida a baterias ainda vai demorar mais do que o previsto, e voltará a apostar em bases multi-energia. A prata da casa, nesse aspecto, será o conjunto HEV que estreia em breve nos T-Roc e Golf MK8, e servirá de base para os híbridos da empresa vendidos em outras regiões.
Como funciona? O sistema une o motor 1.5 TSI evo2, sucessor do nosso 1.4, e por lá traz desativação de cilindros para ajudar na economia. A parte inédita fica por uma dupla de motores elétricos, um atuando diretamente na tração e o outro servindo como gerador. No trânsito urbano do tipo para e anda, segundo a alemã, ele pode rodar até 80% do tempo de condução puramente elétrica.
Na transmissão, usa o conhecido DSG de dupla embreagem com uma caixa integrada para acoplar e desacoplar o motor térmico de forma suave através de uma embreagem multidisco. Esse conjunto desenvolve uma potência combinada de 105 kW (143 cv) e traz bateria de íons de lítio com capacidade de 1,6 kWh brutos alojada no assoalho traseiro.
Segundo a revista Auto Esporte, porém, o arranjo dos SUVs nacionais será um pouco diferente. Eles abrirão mão do sistema de desativação de cilindros europeu. Isso ocorre porque o 1.5 TSI flex nacionalizado funcionará essencialmente como um gerador estacionário em velocidades de até 55 km/h, movendo o carro de forma elétrica na maior parte do tempo urbano. Com isso, o HEV brasileiro será mais forte, entregando 170 cv e 31,6 kgfm, além de trazer uma bateria de 1,6 kWh com refrigeração líquida sob o banco traseiro.
A surpresa chinesa
E, tal como fizeram a Chevrolet e a Ford, a Volkswagen também se aproveitará de suas parcerias com fabricantes chineses para buscar elétricos e híbridos mais baratos e com menor custo de desenvolvimento para a América do Sul, inclusive no Brasil.
O primeiro fruto dessa parceria será a nova geração da Amarok, agora irmã da SAIC Maxus Interstellar X. Fabricada na Argentina, ela substituirá a veterana em 2027, e deve chegar próxima ou depois do lançamento da Tukan, nova picape intermediária da alemã e substituta da Saveiro - essa sem relação com os chineses.
O que ambas compartilharão é a oferta de sistemas híbridos. Na Tukan, a marca irá com um conjunto MHEV - híbrido leve - associado ao motor 1.5 TSI, enquanto a Amarok usará conjuntos herdados da Maxus, com potência bem acima do atual V6 diesel oferecido hoje.
Em março, em conversa com o CEO do Motor1.com Brasil, Alexander Seitz, chairman da Volkswagen para a América Latina, citou que a picape terá potência de Porsche Panamera, ou seja, algo próximo dos 470 cv.
O que ambas compartilharão é a oferta de sistemas híbridos. Na Tukan, a marca irá com um conjunto MHEV - híbrido leve - associado ao motor 1.5 TSI, enquanto a Amarok usará conjuntos herdados da Maxus, com potência bem acima do atual V6 diesel oferecido hoje.
Em março, em conversa com o CEO do Motor1.com Brasil, Alexander Seitz, chairman da Volkswagen para a América Latina, citou que a picape terá potência de Porsche Panamera, ou seja, algo próximo dos 470 cv.
Fonte: https://motor1.uol.com.br/news/801013/ofensiva-lancamentos-vw-proximos-anos/