Oficial: nova geração do VW Tiguan 2026 chega em março
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04/02/2026
Após meses de flagras e muita especulação, a Volkswagen do Brasil confirmou, em evento para a imprensa, que lançará a nova geração do Tiguan no país em março. O SUV, lembramos, já é vendido em alguns mercados da América Latina, como a vizinha Argentina.
Construído sobre a plataforma MQB Evo, a mesma utilizada no Golf de oitava geração, o Tiguan de nova geração deixará de lado a diferenciação por mercados que ocorre hoje e passará a ser um produto global. A má notícia é que, com isso, o SUV deve deixar de ser oferecido na versão de entre-eixos alongado e sete lugares, única disponível no Brasil e na América do Sul desde o lançamento da segunda geração.
Modelo global
O que não se sabe ainda é qual será a motorização. Na Argentina e no México, mesmo com o posicionamento acima do Taos, o SUV chegou apenas com o propulsor 1.4 TSI, o mesmo utilizado em T-Cross, Nivus GTS e no já citado Taos, mas combinando uma caixa de câmbio DSG de seis velocidades no lugar da caixa de oito marchas do irmão menor. Há baixa também no sistema de tração, que deixa de contar com o 4Motion.
Já para os EUA, o SUV conta também com propulsor 2.0 TSI, como o Allspace vendido hoje no país, ou seja, o conhecido EA888 2.0 turbo a gasolina, mas atualizado. Ele é mais potente do que a unidade anterior, produzindo 204 cavalos de potência em vez dos 187 cv do carro atual oferecido no Brasil. O propulsor é combinado com uma caixa de câmbio automática convencional de oito velocidades. A capacidade de reboque aumenta de 680 quilos para 816 kg nos modelos com tração integral 4Motion.
Híbrido é dúvida
Correndo por fora, há a possibilidade de o SUV vir ainda em alguma opção eletrificada. Vale lembrar que a alemã já citou anteriormente sua vontade de oferecer seus novos modelos sempre com algum tipo de hibridização. Na Europa, ele é oferecido tanto com híbrido leve (MHEV) quanto com o tipo plug-in (PHEV), sempre utilizando o propulsor 1.5 turbo de 150 cv, uma evolução do atual 1.4 usado na linha nacional.
Nas versões MHEV, a Volkswagen optou por baterias de 48 volts no Tiguan que, embora não possam tracionar as rodas, atuam mais do que os sistemas de 12 volts utilizados pela Stellantis em Fiat e Peugeot equipados com o propulsor 1.0 T200, por exemplo.
Com maior capacidade, o VW Tiguan MHEV consegue rodar no modo “velejar”, com o motor a combustão desligado, enquanto o sistema elétrico mantém as funções do veículo (direção, freios, ar-condicionado), ajudando na redução de poluentes e do consumo.
Já na versão PHEV. o sistema mantém o propulsor eTSI 1.5 em duas configurações distintas: uma com 204 cv e outra, mais potente, com 272 cv. A bateria tem 19,7 kWh de capacidade e garante cerca de 120 km de autonomia no ciclo WLTP. Nos mercados onde é vendido, o modelo utiliza câmbio automatizado de dupla embreagem de seis marchas (na opção menos potente) ou de sete (na mais forte). A tração pode ser integral 4Motion.
A proposta de um SUV com essas tecnologias dialoga diretamente com o anúncio feito pela marca em 31 de outubro do ano passado, quando a Volkswagen decretou que todos os seus futuros lançamentos a partir do 2026 por aqui terão algum nível de eletrificação. Também daria mais argumentos ao Tiguan frente à onda de modelos híbridos e elétricos na faixa dos R$ 300 mil. É esperar para ver.
Fonte: https://motor1.uol.com.br/news/786171/oficial-novo-tiguan-2026-brasil/